Passeando por Munique, fui surpreendida por um edifício todo colorido que se transformava conforme a luz mudava. Era o Museu Brandhorst de Arte Contemporânea.
Não conhecia, escolhi esse lugar pensando que conheceria a Pinacoteca Moderna, mas estava fechada e então decidimos ficar um tempo por alí, aí esse prédio me chamou a atenção.


Fiquei especialmente atraída pelo modo como essas ripas criam ritmo. Elas não só definem o volume do edifício, como também brincam com a nossa percepção: de longe, uma superfície vibrante; de perto, textura e sombra; de dentro, um filtro que molda a luz que entra.


Como observadora e fotógrafa, meu olhar foi conduzido pelas repetições, pelos intervalos, pelo material, pelas sombras e volumes que criavam conforme chegava mais perto. Há algo de meditativo em observar esse padrão e um convite a desacelerar, a reparar, a sentir.
Quase que eu entrei dentro de cada ripa, rs





Depois que fotografei, pesquisei sobre o espaço e ele foi projetado pelo escritório Sauerbruch Hutton, o prédio abriga uma coleção de arte contemporânea, mas sua arquitetura por si só já é uma obra de arte. São mais de 36 mil ripas de cerâmica colorida revestindo a fachada, distribuídas em dezenas de tonalidades, uma verdadeira paleta em movimento.
O Museu foi inaugurado em 2009, e além da arquitetura, carrega em seu acervo nomes como Andy Warhol e Cy Twombly. Mas confesso que naquele dia, não entrei, também já estava fechado. Me restou ficar do lado de fora, apenas observando.
O que também se revelou um grande momento de apreciação a arte!


Obrigada por me acompanhar até aqui!
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